Podia ser mais uma estória história para anexar à longa lista dos filmes que já assisti numa sala escura contendo uma tela bem maior que a da TV da minha casa. Às vezes me incomodo quando as pessoas restringem o que é contado no cinema ao puro entretenimento. Não gosto dos cinéfilos passivos que gostam de acumular o número de filmes assistidos e nem das pessoas que insistem em limitar os filmes à ficção. Daí a confusão proposital do uso dos termos "estória" e "história" do início desta postagem. A verdade é que a fronteira entre história real (história) e história inventada (estória) me parece fluida demais para tornar funcional a adoção dos dois vocábulos. Todo mundo sabe – ou deveria saber – que a história, bem espremida, é cheia de “estórias”. E vice-versa. Acho mais inteligente deixar a distinção a cargo do contexto. Dito isso, retomo minha linha de pensamento para tornar real o que eu vim escrever aqui hoje.
Não foi uma história qualquer. Enquanto os créditos de "Comer, Rezar e Amar" subiam fiquei esperando o fim da música que abrilhantava a trilha sonora. Uma batida bacana, cheia de ritmo. O filme acabou, e eu voltei pra casa. Até tinha pensado em procurar as músicas que compuseram a trilha sonora do filme, mas me esqueci. Nem sei exatamente porque eu me esqueci disso. Talvez tenha me esquecido da mesma forma que me esqueço de muitas outras coisas que penso. Alguns dos meus pensamentos se vão quando surgem outros, aparentemente, com maior prioridade. A prioridade daquele momento era refletir sobre a história do filme. Até hoje a tal história faz muito sentido para mim. Aliás, a história do filme parece me trazer mais sentido hoje do que antes.

