Sua vida tem trilha sonora? A minha tem! Será que só eu faço associações musicais a momentos da vida? Acho que não! E se eu disser que vivo fazendo tais associações? E mais, e se eu disser que algumas delas são tão fortes a ponto de me fazer aposentar um álbum para não pensar em certas coisas ou escultá-lo compulsivamente para manter pensamentos vivos por mais tempo? Isto é normal? Não sei. As vezes acho que estou a beira da insanidade. Mas gostar de musica boa é loucura? Claro que não! Quem não sabe o que é música boa não sabe o que está perdendo! É verdade que o conceito de música boa depende do "ouvido" de cada um, mas neste blog eu divido a minha visão conceitual através de postagem sobre trilha sonora, bandas preferidas, festivais de música, memórias de concertos, momentos musicais com amigos e outras amenidades!

Nota: Este Blog não tem grandes pretensões, mas é feito para quem tem uma relação mais intimista com a música!

por Romulo Heitor

26/08/2011

Podia ser mais uma estória história para anexar à longa lista dos filmes que já assisti numa sala escura contendo uma tela bem maior que a da TV da minha casa. Às vezes me incomodo quando as pessoas restringem o que é contado no cinema ao puro entretenimento. Não gosto dos cinéfilos passivos que gostam de acumular o número de filmes assistidos e nem das pessoas que insistem em limitar os filmes à ficção. Daí a confusão proposital do uso dos termos "estória" e "história" do início desta postagem. A verdade é que a fronteira entre história real (história) e história inventada (estória) me parece fluida demais para tornar funcional a adoção dos dois vocábulos. Todo mundo sabe – ou deveria saber – que a história, bem espremida, é cheia de “estórias”. E vice-versa. Acho mais inteligente deixar a distinção a cargo do contexto. Dito isso, retomo minha linha de pensamento para tornar real o que eu vim escrever aqui hoje.

Não foi uma história qualquer. Enquanto os créditos de "Comer, Rezar e Amar" subiam fiquei esperando o fim da música que abrilhantava a trilha sonora. Uma batida bacana, cheia de ritmo. O filme acabou, e eu voltei pra casa. Até tinha pensado em procurar as músicas que compuseram a trilha sonora do filme, mas me esqueci. Nem sei exatamente porque eu me esqueci disso. Talvez tenha me esquecido da mesma forma que me esqueço de muitas outras coisas que penso. Alguns dos meus pensamentos se vão quando surgem outros, aparentemente, com maior prioridade. A prioridade daquele momento era refletir sobre a história do filme. Até hoje a tal história faz muito sentido para mim. Aliás, a história do filme parece me trazer mais sentido hoje do que antes. 

02/08/2011

O premiado Rock Indie da belíssima Feist


É isso mesmo! Hoje vou escrever sobre o que eu voltei a ouvir compulsivamente nos últimos meses: o moderno Rock Indie da Feist. E os adjetivos que encabeçam esta postagem já declaram a minha admiração pela sua música. 


Se você ainda não a conhece, apresento-lhe agora a voz mais afinada das terras canadenses!
   So Sorry (2007)


O bacana é contar como eu a conheci. Passadas algumas horas desde que eu chegara no Aeroporto Charles de Gaulle para fazer uma conexão a bateria do meu player já tinha "ido pro saco",  e o que me sobrava para combater o tédio, que naquele momento me consumia, era ouvir o som ambiente do aeroporto. As músicas que tocavam eram bem "soft"...dessas que qualquer rockeiro entediado dorme como um anjo em segundos. Como me recuso a ser rockeiro e anjo lutava bravamente contra o sono que não aparecera durante as 12 horas de voo da noite anterior. O fato é que a música que você acabou de ouvir tocou no mínimo umas 20 vezes e em algumas delas de modo consecutivo. A música tocou tanto que consegui decorar o refrão, o que permitiu que eu descobrisse, através do tão útil Google, que Feist era a dona daquela voz afinadíssima! Ouvi quase todas as músicas da canadense via Internet...e me encantei.