É isso mesmo! Hoje vou escrever sobre o que eu voltei a ouvir compulsivamente nos últimos meses: o moderno Rock Indie da Feist. E os adjetivos que encabeçam esta postagem já declaram a minha admiração pela sua música.
Se você ainda não a conhece, apresento-lhe agora a voz mais afinada das terras canadenses!
Se você ainda não a conhece, apresento-lhe agora a voz mais afinada das terras canadenses!
So Sorry (2007)
O bacana é contar como eu a conheci. Passadas algumas horas desde que eu chegara no Aeroporto Charles de Gaulle para fazer uma conexão a bateria do meu player já tinha "ido pro saco", e o que me sobrava para combater o tédio, que naquele momento me consumia, era ouvir o som ambiente do aeroporto. As músicas que tocavam eram bem "soft"...dessas que qualquer rockeiro entediado dorme como um anjo em segundos. Como me recuso a ser rockeiro e anjo lutava bravamente contra o sono que não aparecera durante as 12 horas de voo da noite anterior. O fato é que a música que você acabou de ouvir tocou no mínimo umas 20 vezes e em algumas delas de modo consecutivo. A música tocou tanto que consegui decorar o refrão, o que permitiu que eu descobrisse, através do tão útil Google, que Feist era a dona daquela voz afinadíssima! Ouvi quase todas as músicas da canadense via Internet...e me encantei.
Fui conhecendo o trabalho da Feist paulatinamente a medida que percebia que não era qualquer coisa que ela produzia. Aliás, o que ela cria não é qualquer coisa mesmo. Feist sempre aparece com arranjos bem elaborados e concisos, sem exagero vocal, e cantando com uma naturalidade invejável, mas é injusto falar dela sem falar do universo particular que ela cria conectando a música propriamente dita com outras facetas da arte. É instigante ver como ela mesmo interpreta as suas canções de maneira tão artística. Não é a toa que recebeu 25 indicações e 12 premiações nas mais diversas categorias do mundo da música. Outrora, assisti a uns videos das suas apresentações na Europa. Enquanto ela se apresentava, diversos artistas desenhavam numa tela projetada ao fundo do palco. No seu DVD ela brinca com a decomposição da luz branca utilizando prismas. E os seus clipes não são produzidos a esmo (vide o videoclipe "Honey Honey") pois neles sempre há a garantia da presença do lúdico, transmitindo me a sensação de fluidez (se é que essa sensação existe) quando os assisto.
Antes de escrever um pouco mais diretamente sobre a discografia da Feist deixo explicito a minha inicial estranheza quanto ao gênero musical que classifica o seu som. Indie Rock ... Eita gênero musical mais confuso viu... Quando se fala de Indie Rock sempre faço associações aos sons dos Strokes e do Franz Ferdinand e, portanto, compreender que som da Feist também é abarcado pelo mesmo gênero musical não foi tão fácil. Consegui aceitar tal fato visto que a Feist tem uma trilha artística bem independente e mostra ter certa liberdade criacionista e controle completo da sua música e sua carreira. Talvez sejam estas as razões pelas quais suas músicas parecem passear sem pretensão pelas bandas do Jazz, do blues, do Folk e do Country. Confusões relativas ao gênero musical a parte, vamos ao que interessa. Vamos conferir a versatilidade e o bom gosto musical da Feist.
Estes são os 4 discos da Feist: Monarch (1999), Let it Die (2004), Open Season (2006), The Reminder (2007). Todos ótimos!!!
MONARCH (1999) - Não recebeu nenhum prêmio, mas é belíssimo! Uma Orquestra brilhante. Arranjos divinos.
LET IT DIE (2004) - Melhor Álbum alternativo do ano, premiou Feist como Artista do Ano, foi indicado pelo Juno Awards tendo "One Evening" como melhor música de 2004 e "Mushaboom" como melhor música de 2005.
OPEN SEASON (2006) - Tem regravações e novos arranjos. Foi indicado pelo Juno Awards tendo "Mushaboom" como melhor música de 2006.
REMINDER (2007)- Este consagrou Feist. O álbum teve 21 indicações no ano de 2007 e 2008 e levou 15 prêmios e foi considerado por 3 festivais o melhor álbum do ano.
A notícia de que Feist está em estúdio me deixa curioso e ansioso. Até a próxima postagem!!!

